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É mais fácil patrocinar um YouTuber do que apoiar atletas que levam o nome do Brasil para o mundo?

Muitas empresas encontram oportunidades para patrocinar influenciadores digitais, canais do YouTube e criadores de conteúdo. E não há nada de errado nisso. Mas fica uma pergunta difícil de ignorar: por que é tão difícil despertar o mesmo interesse quando se trata de apoiar atletas brasileiros que vão competir internacionalmente e representar o nosso país?

20/10/2026

É mais fácil patrocinar um YouTuber do que apoiar atletas que levam o nome do Brasil para o mundo?

Esses jogadores não estão viajando apenas por lazer. Eles estão se preparando para uma competição internacional, levando a bandeira brasileira, o nome do nosso esporte e a esperança de mostrar ao mundo a força do airsoft nacional. Mesmo assim, até o momento, a equipe não conta com patrocinadores confirmados, e os próprios atletas estão custeando sua participação.

Um influenciador pode divulgar uma marca para milhares de pessoas. Um atleta brasileiro também pode levar essa marca para além das nossas fronteiras, estampando-a em uma competição internacional e associando seu nome a uma conquista esportiva. São oportunidades diferentes, mas ambas merecem ser avaliadas com seriedade.

O que entristece é ver atletas dispostos a representar o Brasil precisando arcar sozinhos com os custos dessa jornada, enquanto o setor empresarial ainda não demonstra o apoio que uma oportunidade como essa poderia receber.

Não se trata de desmerecer influenciadores ou outras formas de publicidade. Trata-se de perguntar por que o patrocínio esportivo ainda encontra tantas portas fechadas. Será que falta visibilidade? Falta iniciativa? Ou falta reconhecer o valor de investir em quem está disposto a defender as cores do país?

A seleção precisa de parceiros que acreditem no esporte brasileiro. Empresas de equipamentos, lojas de airsoft, marcas de vestuário, transportadoras e negócios de diferentes segmentos podem ajudar, de acordo com suas possibilidades, seja com recursos financeiros, equipamentos, passagens ou outros apoios necessários.

Patrocinar essa equipe não é apenas ajudar jogadores a viajar. É investir em atletas brasileiros, fortalecer o airsoft nacional e colocar uma marca em uma história que será contada fora do país.

A Revista Radar Airsoft acredita que esses atletas não deveriam enfrentar essa batalha sozinhos. Eles estão fazendo a sua parte para levar o Brasil a Abu Dhabi. Agora, é hora de perguntar: quem estará ao lado deles?

Porque vestir a camisa do Brasil é uma honra. Mas ajudar quem vai vesti-la também deveria ser motivo de orgulho.

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